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Análise de portfólio

por Denise Saito

5 de Novembro de 2020

Criar um site com seu trabalho é um dos passos mais importantes pra conseguir clientes. Mas não basta ter um site, tem que ter um BOM site. Aí complica, né? Nessa Live, eu analisei 8 pastas e levantei vários acertos e erros de diferentes profissionais. Aqui, vou listar 5 erros comuns que as pessoas costumam cometer.

5 erros comuns em portfólios

1. Não se posicionar.

Esse problema é comum entre os profissionais mais generalistas ou multidisciplinares que fazem mais que uma coisa. Eu também já passei por esse questionamento de como me vender porque sou do tipo "pau pra toda obra", tenho muitas habilidades e poderia ser contratada pra diversas tarefas. O problema de não se posicionar é que você vira um catálogo da Netflix – o cliente vê um monte de coisa e não sabe o que escolher.

Por mais que você faça várias coisas, e entregue qualidade em todas elas, é sempre bom ter uma ou duas habilidades principais pra que as pessoas entendam o seu "super poder". Eu, por exemplo, me posiciono como designer de marcas e interfaces digitais. By the way, à propósito, eu escrevo, edito vídeo e faço produção se precisar. SE PRECISAR, veja bem. É legal o cliente saber dessas suas habilidades e entender que você é um profissional múltiplo cheio de talentos, mas não necessariamente ele vai te contratar pra fazer tudo aquilo num único projeto.

2. Não contar sobre o projeto.

Muitos profissionais que trabalham na área visual – como designers, editores e animadores –, acabam não se aventurando na hora de escrever textos que expliquem o projeto que estão apresentando. Você não precisa trabalhar com redação pra escrever. E se você realmente não manja MESMO da coisa, peça ajuda pra alguém. O importante é ter um texto que explique um pouco do contexto daquele trabalho – qual foi o briefing do cliente, quais os desafios que você enfrentou, qual foi sua inspiração e suas referências.

Existem dois momentos de apuração de um portfolio: o primeiro é mais visual, o impacto da estética, da linguagem, do refinamento técnico, da execução em si. O segundo é mais estratégico e conceitual, qual seu processo criativo e como você vende o seu trabalho. A união dos dois é o que te destaca da concorrência – ter só o primeiro muito bom te faz passar na primeira fase de seleção mas pode te barrar na segunda. Quanto mais você souber defender o que você cria, melhor.

3. Não falar de si.

Na mesma linha do item anterior, mas focado em você. Não tenha medo de falar de si, de vender seu peixe e exaltar suas qualidades e talentos. "Ah, mas é muito difícil falar de mim." Sim, é difícil no começo. Depois você se acostuma e vira coisa do cotidiano. Você, como freela, precisa se acostumar com isso.

Existe uma diferença entre autoconfiança e arrogância. Autoconfiança é o que vai te dar coragem e segurança pra falar de si sem medo de ser questionado. É o que vai te fazer falar sobre seu projeto confiando no seu trabalho. Arrogância é achar que você é melhor que você realmente é, melhor que os outros e que só você sabe fazer aquilo da melhor forma possível.

Não tenha medo de falar de si, de contar dos seus pontos fortes. E mostrar um pouquinho de pontos fracos é legal também, te humaniza e traz conexão. Ah! E nnao esquece da foto! Então na hora de montar seu portfolio, pensa nisso tudo. Conta um pouquinho da sua história, de onde você vem e o que te inspira e motiva. Mostra os cursos que você já fez, onde estudou, projetos pessoais que já teve. Isso mostra pro cliente quem você é e faz ele se conectar com você – e não com seu trabalho.


4. Colocar coisa demais.

Às vezes a gente tem muita coisa pra mostrar e quer colocar tudo na pasta pra dar volume e parecer que somos muito legais – mas isso pode ser uma faca de dois gumes. O cliente não vai ver tudo que você coloca ali, ele quer entrar, consumir e sair. Dois minutos é uma média de estadia num site de portfolio. Então se você tem muitos materiais de um projeto, tenta dar uma filtrada e selecionar só os melhores.

De novo, a analogia do Netflix – quanto mais opções, mais perdido seu cliente vai ficar. Foque em menos quantidade, com mais qualidade.

5. Não desenvolver mais o projeto.

Um bom exemplo é um trabalho de identidade visual. Você criou um logo pro cliente, um cartão de visita e só. Na hora de colocar no site, é só isso que você tem. E aí?

Pode parecer estranho mas é legal você criar mais materiais só pra colocar no portfolio. "Mas e se o cliente olhar e pedir aqueles materiais que ele não contratou?" Aí você passa um orçamento pra ele contando quanto custam aquelas peças que ele não comprou. Ponto.

Crie mais materiais que você não fez na época, tente usar e explorar mais os elementos que você já tem pronto em outros pontos de contato. Por exemplo, criou um logo pra um restaurante? Como seria o cardápio? E o avental? E a comunicação da loja? Logo aplicado na janela? Letreiro na fachada? Enfim, pense em outras formas de aplicar aquilo pra vender melhor o seu trabalho.

Ali no vídeo eu analiso oito pastas de diferentes profissionais – entre design gráfico, design de produto, edição, animação e revisão – pra você ver outras dicas na prática. As questões são sempre meio parecidas, por isso dá pra beber bastante da inspiração dos outros. E lembre-se: o portfolio é pra contar sobre quem você é que, inclusive, faz um trabalho muito legal.

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