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Análise de portfólios criativos

por Denise Saito

Última atualização

12 de Maio de 2022

Criar um site com seu trabalho é um dos passos mais importantes pra conseguir clientes. Mas não basta ter um site, é preciso  ter um BOM site. Aí complica, né? Nessa Live, eu analisei 8 pastas e levantei vários acertos e erros de diferentes profissionais. Aqui, vou listar 5 erros comuns que as pessoas costumam cometer.

5 erros comuns em portfólios criativos

1. Não se posicionar

Esse problema é comum entre os profissionais generalistas, nexialistas ou multidisciplinares que fazem de tudo um pouco. Quanto mais abrangente é nosso trabalho, mais difícil é definir e explicar o que fazemos. O problema de não se posicionar é que a gente vira um catálogo da Netflix – o cliente vê um monte de coisa e não sabe o que escolher.

Por mais que você faça várias coisas, e entregue qualidade em todas elas, é sempre bom ter uma ou duas habilidades principais pra que as pessoas entendam o seu "super poder". Eu, por exemplo, me posicionava como designer de marcas e interfaces digitais. Dentro desse guarda-chuva estavam a estratégia, a produção, a direção criativa e o design de experiência.

2. Não contar sobre os projetos

Muitos profissionais que trabalham na área visual – como designers, editores e animadores –, acabam não se aventurando na hora de escrever textos que expliquem os projetos. Você não precisa trabalhar com redação pra escrever. E se você realmente não manja MESMO da coisa, peça ajuda pra alguém. Foque em três grupos de texto: o desafio, a ideia e a solução.

Existem dois momentos de apuração de um portfolio: o primeiro é mais visual – impacto da estética, da linguagem, do refinamento técnico e da execução em si. O segundo é mais estratégico e conceitual – qual seu processo criativo e explica seu raciocínio.

A união dos dois é o que te destaca da concorrência – ter só o primeiro muito bom te faz passar na primeira fase de seleção, mas pode te barrar na segunda. Quanto mais você souber defender o que cria, melhor.

3. Não falar de si

Existe uma diferença entre autoconfiança e arrogância. Autoconfiança é o que te dá coragem e segurança pra falar de si e do seu trabalho. Arrogância é achar que você é melhor que os outros. Falar de si exige autoconfiança, mas não te faz uma pessoa arrogante.

Não tenha medo de falar de si, de contar dos seus pontos fortes. Mostrar um pouquinho de vulnerabilidade é legal também, te humaniza e traz conexão. Inclua uma foto e um texto de perfil no seu portfólio. Conte sua história, de onde você vem e o que te inspira de forma breve. Mostre os cursos que você já fez, onde estudou, projetos pessoais que já teve. Isso mostra pras pessoas quem você é e faz elas se conectarem com você – e não só com seu trabalho.

4. Colocar coisa demais

O mais comum é pensar em colocar tooooodos os trabalhos que você já fez na vida pra mostrar que tem estrada – mas isso pode ser uma faca de dois gumes. Ninguém vai ver tudo que você coloca ali. Dois minutos é uma média de estadia num site de portfolio. Quanto mais opções, mais perdida a pessoa fica. Foque em menos quantidade, com mais qualidade.

5. Não desenvolver mais o projeto

Você criou um logo pro cliente, um cartão de visita e só. Na hora de colocar no site, é só isso que você tem. E aí? Pode parecer estranho mas é legal você criar mais materiais só pra colocar no portfólio. "Mas e se o cliente ver e pedir aqueles materiais que ele não contratou?" Aí você passa um orçamento pra ele contando quanto custam aquelas peças que ele não comprou. 🤡

Crie mais materiais que você não fez na época, tente usar e explorar mais os elementos que você já tem em outros pontos de contato. Por exemplo, criou um logo pra um restaurante: Como seria o cardápio? E o avental? E a comunicação da loja? Logo aplicado na janela? Letreiro na fachada? Pense em outras formas de aplicar aquilo pra vender melhor o seu trabalho.‍‍