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Como montar um bom portfólio

por Denise Saito

30 de Outubro de 2020

Seja um site, um PDF, um doc, um currículo ou um perfil no Linkedin, você como profissional autônomo precisa ter um lugar pra se apresentar. O formato e plataforma vai depender da sua área e do que você tem a mostrar. E seja qual for a opção que você escolher, é bom deixar claro pras pessoas quem é você, o que você faz e como faz.

Me ajuda, Wanda

1. Apenas faça.

A pior coisa que você pode fazer é NÃO fazer um portfolio. Fica muito difícil pros clientes saberem o que você faz, se você tem talento ou não, qual sua especialidade, se não virem seu trabalho. Mas não é porque tem que fazer, que você vai fazer mal feito. Não seja desses que manda link de Google Drive ou Dropbox, links avulsos de sites com seus projetos, JPGs soltos no corpo do e-mail (depoimento real do que já recebi) porque isso só piora sua percepção profissional. Um PDF bem organizado, bem diagramado e feito com cuidado já ajuda muito – nesse cenário pelo menos você mostra que parou pra selecionar e vender seu trabalho.



2. Menos é mais.

A primeira coisa que você pode pensar é colocar tudo que você já fez na sua vida desde seu primeiro emprego pra mostrar quão versátil você é, fazer a multi-talentosa. Mas o melhor mesmo é levar só o seu melhor. O supra-sumo. Aquilo que você olha e tem orgulho de verdade. Quem entra ali, não vai ficar o dia inteiro vendo seus trabalhos. O tempo de permanência médio varia entre 1 e 3 minutos, dependendo da experiência de usuário e do conteúdo. Quanto mais coisa, menos vão ficar ali, porque fica cansativo. A pessoa vai ficar passando de página em página sem ver algo incrível, vai cansar e ir embora.

3. Crie uma experiência fácil e intuitiva.

Vá direto ao ponto e deixe as informações claras. O mais importante é seu trabalho, o resto é perfumaria. Você pode sim pirar e criar algo muito louco, caso essa seja sua linguagem e identidade, mas mesmo assim tem que ser intuitivo. Um site simples, sem muita pirofagia, é melhor que nenhum site. Dê bastante destaque às imagens e use o mínimo de texto possível pra explicar cada etapa.



4. Conte sobre você.

Fale um pouco sobre sua trajetória, os lugares onde trabalhou e algumas curiosidades – projetos pessoais, cursos não relacionados a trabalho, áreas de interesse, hobbies. O maior desafio é falar sobre aquilo que não é necessariamente nosso trabalho. Por exemplo, como contar pro usuário que você é um ótimo conector de pessoas mesmo não trabalhando com isso? Esse tipo de informação te torna ainda mais valioso e compõe uma gama de habilidades única da sua personalidade.



5. Encare como um trabalho.

Eu sei, fazer portfolio (e manter atualizado) é um saco. Ninguém ama essa tarefa. Por isso mesmo você precisa olhar pra isso como se fosse um trabalho, daqueles chatos que nem te pagam direito, mas que vão te trazer muitos clientes lá na frente. Coloque na sua agenda, separe um tempo pra fazer isso. Pense que você vai ter que resgatar todas imagens, todo conteúdo de cada projeto, organizar, criar textos. Ou seja, você vai precisar de bastante foco e dedicação. Tenha isso como meta e não durma até chegar no Brooklyn (piada ruim).

6. Crie materiais extras (e pense na documentação enquanto faz o trabalho)

Sabe quando você faz um trabalho muito incrível mas chega na hora de colocar no portfolio e parece que não tem nada decente pra mostrar? Pois é, eu já passei por isso e sei bem como é. Muitas vezes, no meio do caminho, a gente esquece de pensar em documentar o nosso processo, ou simplesmente não tem tanto material criado pro cliente. Solução? Criar peças extras só pra incluir na sua pasta. Ou seja, é hora de abrir todos os arquivos antigos e fazer o que você não fez naquela época. Pros designers, fazer mockups e artes novas. Pros estrategistas, produzir imagens pra ilustrar o passo a passo até o resultado. Para os videomakers, separar assets que expliquem o resultado final. Pra facilitar isso tudo, é sempre bom já pensar nessa etapa enquanto você estiver fazendo o trabalho. Pense em como você vai contar essa história lá na frente e aí, quando chegar a hora de fazer isso, você já vai ter todos elementos necessários.

7. O que importa é a forma como você conta a história.

Isso pode ser meio contraditório com tudo que eu falei ali em cima, mas a verdade é que o que importa mesmo é a forma como você conta o que você faz. Cada um de nós tem uma profissão diferente, um trabalho diferente, uma abordagem diferente, e é isso que nos faz únicos. E é isso que deveria ficar claro no nosso portfolio. O processo pra chegar num resultado é o que torna aquilo especial, não só o detalhismo técnico da execução. As suas referências, as suas vivências, seus soft skills, tudo isso conta na hora de executar seu trabalho – e é algo que importa pra quem está te contratando. Mas essa é a parte difiícil – como deixar claro todas essas habilidades numa página estática de imagem e texto? Eu não tenho uma resposta pronta pra isso, afinal vai depender muito de cada caso.

O que Felipe e Leo diriam?


Conversei com o Felipe Rocha e o Leo Porto, ambos designers e fundadores do estúdio Porto Rocha de Nova Iorque, para entender o que eles mais reparam num portfolio na hora de contratar alguém. Eles trazem um ponto de vista bem técnico sobre o tema e esse conteúdo é bem específico para designers.

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