entrevista

Camila Rosa

Ilustradora

19 de Julho de 2021

Denise Saito: Oi, Camila, seja bem-vinda! Conta pra gente um pouco da sua história e trajetória profissional.

Camila Rosa: Oi! Me sinto honrada em estar aqui com vocês! Bom, eu sou a Camila Rosa, tenho 32 anos e sou formada em design de produto, mas desde 2016 atuo como ilustradora freelancer, trabalhando principalmente com ilustração para marcas e também com projetos pessoais, mais autorais.

Conta um pouquinho como foi esse momento de transição de designer de produto para ilustradora?

Então, hoje eu moro em São Paulo, mas sou de Joinville, onde me formei em design de produto. Trabalhei na área por três anos, e em 2010 eu comecei um coletivo de arte urbana com mais quatro amigas. Foi o meu primeiro contato com a ilustração, a gente começou fazendo “lambe-lambe”. Esse coletivo me abriu o olhar para a ilustração e para a arte, o que me fez perceber que eu precisava mudar de área e que não queria mais trabalhar como designer de produto. 

Logo depois que me formei, em 2011, me mudei de Joinville para São Paulo, trabalhei como designer gráfica, o que eu achava ser o caminho mais próximo possível da ilustração naquele momento, já que eu não tinha experiência nenhuma. O meu primeiro contato mais profissional com ilustração foi em um estúdio aqui de São Paulo, onde trabalhei como designer e ilustradora por um ano.

Depois disso, fiquei só mais dez meses em São Paulo, resolvi me mudar de novo e fui  para Curitiba, onde  trabalhei como designer gráfica em agências, comecei a ser “freela” e, ao mesmo tempo, a desenhar mais e produzir mais ilustrações. Também comecei a participar de feiras de ilustração, vendendo as minhas “ilustras”, prints, camisetas. Cheguei a lançar duas coleções de camisetas na época... A partir daí eu fui tomando mesmo o caminho da ilustração cada vez mais. Mas foi só em 2016, quase quatro anos depois que mudei para Curitiba, que eu virei profissional freelancer dedicada à ilustração. Desde então, nunca mais trabalhei com design.

Você acha que o fato de ter escolhido design antes foi por um “preconceito” com a ilustração? Se soubesse que era possível trabalhar com ilustração desde o começo, teria escolhido ser ilustradora ou, ainda assim, passaria antes pelo design?

Acho que por conta do meu contexto, da cidade de onde eu vinha, seria muito difícil eu não passar pelo design antes. Por ser uma cidade industrial, a gente não tinha outros exemplos de ilustradores, artistas, que pudéssemos olhar e falar “Nossa, olha só, isso existe!”. Eu nem sabia direito que existia essa profissão, fui descobrir durante o curso de design, indo em eventos de design. Foi quando comecei a entender que existia a profissão “ilustrador”.  Eu acho que só seria diferente se eu tivesse nascido numa cidade diferente, convivido com pessoas diferentes. Estando em Joinville, teria que passar por um curso de design porque era o caminho mais próximo à arte proporcionado pela cidade.

O que foi importante para você conseguir crescer como ilustradora e ganhar um reconhecimento nessa área?

Olha, confesso que quando eu comecei, antes de decidir que seria freela, vinha às vezes para São Paulo, frequentava algumas feiras e, nesses eventos, eu olhava para alguns ilustradores já conhecidos e pensava “É impossível chegar nesse caminho! Não tem como eu chegar, ninguém nem sabe quem eu sou…”. Penso que o que me fez conseguir chegar nesse lugar, onde eu jamais imaginei que chegaria, foi encarar isso de frente, me assumir como ilustradora e ir atrás das pessoas, me mostrar para o mundo.

Eu sei que é um em um milhão, não é fácil! E, claro, tem também muito privilégio dentro disso, de poder ter estudado, de estar nesses lugares, mas eu acho que também depende um pouco da gente criar um trabalho, mostrar pro mundo, conhecer as pessoas certas.

Isso é muito real em qualquer profissão, mas na ilustração é muito de tu, por exemplo, conhecer um diretor de arte que trabalha numa agência, de ele ver o trabalho e achar legal. Esse networking facilita as coisas para um trabalho acontecer e depois você vai criando os seus clientes.

"É uma questão de encontrar uma primeira oportunidade, sair em busca disso e se abrir pro mundo, não ter vergonha de mostrar o trabalho."

A gente se cobra pra ser muito perfeito e, quando estamos começando, não vamos ser. Hoje eu olho pro meu trabalho de cinco anos atrás e vejo vários defeitos, muitas coisas que eu mudaria. Acho que quando somos mais novos, precisamos ser um pouco mais legal com a gente e se permitir, às vezes, não ter um trabalho tão “redondo”, sabe? E também não ter medo de mostrar o trabalho para as pessoas. Isso é bem importante!

Eu percebo que hoje em dia as pessoas perguntam e entendem mais sobre ilustração, querem colocar mais ilustração nos seus projetos e valorizam mais os ilustradores. Você acha que de um tempo pra cá a ilustração ganhou uma valorização? Se sim, você sentiu o impacto disso pelos trabalhos que consegue e nos pagamentos que recebe?

Com certeza! De uns quatro ou cinco anos pra cá, o mercado de ilustração, principalmente no Brasil, mudou total e radicalmente. E tu pode analisar pelas campanhas das grandes marcas, principalmente as de banco, aplicativo… Todo mundo hoje trabalha com ilustração. É muito comum tu abrir os aplicativos do seu celular e todos serem ilustrados, o que era uma coisa que a gente nem imaginava há cinco, seis, muito menos dez anos! Isso ajuda muito, inclusive a conseguir clientes maiores, porque a maioria das marcas está nessa tendência de usar ilustração.

Eu recebo muito orçamento e, em alguns casos, eu mesma fico assim abismada com os lugares onde as pessoas conseguem colocar ilustração hoje em dia. Acho que o mercado nunca esteve tão aquecido assim. É o momento certo para quem quer trabalhar com ilustração, aproveitar essa onda, que eu espero muito que se mantenha. Mesmo que a gente não tenha como saber o que virá de tendência, mas, no momento, com certeza a onda é ilustração. 

Essa onda muda os valores que você vai ganhar porque agora se paga muito melhor. Tem mais oferta de trabalho, o que faz com que você consiga fechar dois, três projetos por mês, porque a demanda está muito alta. Então, sim, o mercado mudou totalmente!

E já falando sobre dinheiro, comparando um pouco com o que você ganhava quando era  designer e agora como ilustradora, você ganha melhor? 

Nesse momento atual da vida eu ganho muito melhor do que em qualquer outro momento, seja como designer de produto ou depois, como designer gráfica freelancer, e em qualquer outra função. Mas eu tenho muitos amigos que são designers, que trabalham com design, que têm bons salários. Acho que depende muito do teu trabalho e também com quem tu vai trabalhar. Hoje a maioria dos meus clientes são de fora do País, então ganho bem porque tenho esse privilégio do dólar estar alto, por isso os valores sempre são maiores.

Aqui no Brasil se paga bem para um trabalho de ilustração, mas depende muito do projeto. Normalmente grandes marcas pagam bem, mas se tu vai fazer projetos pequenos, não tem tanto dinheiro envolvido assim. Então eu acho que tem o trabalho de você conquistar clientes maiores e, por trabalhar para clientes maiores, você consegue pegar projetos menores, por exemplo, que estejam ligados a causas em que você acredita, ou para amigos que têm projetos pequenos. Eu sempre trabalhei dessa forma. Quando eu trabalhava com grandes clientes, cobrava mais para depois ter essa segurança de conseguir pegar projetos em que eu acreditava mais, mas nos quais as pessoas não tinham tanto dinheiro para me pagar. 

O que você considera na hora de fazer seus orçamentos?

De verdade, e sendo muito sincera, eu não tenho uma fórmula. Cada projeto é um projeto. Pra mim, o que levo sempre em consideração é o tamanho do cliente. Para gringo é mais caro. Mas eu sempre faço algumas perguntas: Em que lugar este projeto vai estar? Onde ele será veiculado e por quanto tempo? O cliente vai comprar a ilustração para sempre ou não? Essas questões são muito importantes porque mudam totalmente a forma como você vai orçar. E eram coisas sobre as quais eu não fazia a mínima ideia quando comecei.

A primeira vez que me falaram em “buyout” eu pensei “Oi?”. Tive que procurar no Google! Eu não tinha nenhuma amiga ilustradora que já tivesse feito grandes trabalhos para poder perguntar. Também levo em consideração o tempo que eu vou ficar no projeto, quantas ilustrações são, porque esses são pontos importantes.

Às vezes você pega um projeto de 60 “ilustras” que são “ilustras” pequenas. Mas qual é o tempo que você vai ficar fazendo aquelas 60 “ilustras”? E se precisar de alteração? Então você tem que levar tudo em consideração. Se é para um cliente que você não gosta, em que não acredita, mas mesmo assim você precisa do dinheiro e quer fazer, coloca sempre uma porcentagem a mais, porque em algum momento, depois de milhões de alterações, você vai ficar muito brava de estar fazendo aquele projeto. Então, esse dinheiro tem que valer a pena, o projeto tem que valer a pena, mesmo que, às vezes, seja só financeiramente, porque nem sempre tudo o que a gente faz vai para o seu portfólio.

"Várias vezes você pega projetos nos quais não acredita, mas faz porque precisa financeiramente. É bom saber separar as coisas. Nem todo o projeto vai ser 'o projeto' dos sonhos, e nem para o melhor cliente."

Às vezes vai ser só o projeto que irá pagar as suas contas do mês. E aí, a minha dica é essa: levar sempre em consideração o tamanho do cliente. Para quem é o projeto é o que mais levo em consideração.

E como você começou a fazer trabalhos para clientes de fora do Brasil? 

Foi totalmente aleatório! Em 2016, quando morava em Curitiba na época e eu era designer freelancer/ ilustradora nas horas vagas, meu companheiro foi chamado para trabalhar em Nova Iorque.

Quando fomos pra lá, morar por um ano e meio, eu pensei “Bom, vou continuar a ser designer freelancer no Brasil para as agências que eu já trabalhava”. Mas aí quando eu cheguei lá, vi que era uma oportunidade. Comecei  a conhecer pessoas que trabalhavam com arte e que viviam disso, faziam feiras, prints, e estavam dando certo. Então eu resolvi aproveitar aquela oportunidade abençoada por Deus e falei “Esse é o meu momento!”. Eu lembro de mim falando isso pro meu último chefe no design no dia em que eu fui embora de Curitiba – o Ale Tauchmann, da Taste –, eu falei  “Ale, eu vou embora e, se tudo der certo, volto artista!”.

Bem, eu fui, e depois de uns três meses me adaptando, percebi que era o momento de  voltar a desenhar. E foi aí que tudo aconteceu! Passei a fazer ilustrações todos os dias e  vi que tinha clientes legais lá. Então eu fiz um portfólio, baseado nas ilustrações que eu fazia todos os dias, separei umas dez “ilustras”, montei um sitezinho com elas, fiz uma lista de clientes que eu gostaria de trabalhar, como revistas, jornais, algumas marcas, uns portais, e mandei emails apresentando o meu trabalho, falando “Oi, sou a Camila, sou freelancer, e estou disponível para trabalhos…”.  Basicamente era isso.

A partir daí, algumas pessoas me responderam, bem poucas, outras nunca me responderam, mas incrivelmente saíram trabalhos dali. Depois disso, eu ilustrei pela primeira vez para uma revista, coisa que eu nunca tinha feito no Brasil.

Essa primeira revista foi a Bust Magazine, que era uma revista feminista lá dos Estados Unidos. Na época, mandei meu portfólio porque eu queria muito ilustrar pra ela, era um sonho. Me responderam e acabou rolando um projeto. Dali saiu um trabalho com a Refinery29, que era um portal feminino, que era um cliente grande, e que me deu muita exposição. 

"Paralelo aos contatos por e-mail, também comecei a usar o Instagram como uma plataforma de divulgação do meu trabalho. Entendi que não dava mais para ficar postando foto pessoal no feed, passei a levar aquilo a sério e comecei a usar a Internet para fazer conexões, seja com ilustradores ou com diretores de arte."

Comecei a ir atrás desses profissionais, passei a seguir, a saber quem eram. Fui conhecer outros ilustradores que também tinham um trabalho na mesma linha que o meu, de ilustrar mulheres, e fui entendendo em que lugar eu poderia me encaixar. Consegui criar esse fluxo de pessoas, essa rede na internet, e ao mesmo tempo continuei prospectando por e-mail. “Uma hora ia acontecer”, eu imaginei. E realmente aconteceu.

Depois que o meu Instagram virou uma ferramenta de trabalho, muitas pessoas passaram a me mandar mensagens para me convidar para trabalhos. Isso foi em 2016, 2017, mas até hoje é assim. Recebo mensagens pelo Instagram de pessoas me chamando para trabalho, mas até hoje eu faço prospecção.

"Esse ano eu fiz uma ilustração para o New York Times – o que pra mim era sonho! –, resultado de um e-mail que enviei no início do ano passado. "

Na época, a pessoa respondeu “Legal, obrigado por enviar”, e eu pensei “Ah, acho que nunca vai acontecer, mas beleza, fiz minha parte né”. Você dorme mais tranquilo depois que faz isso.  

Ilustração para o New York Times

Se você tem um trabalho consistente, mesmo que não vá fazer um projeto com o cliente naquele momento, é importante prospectar, fazer esses contatos. Eu me dei conta de que isso dá certo.

Também acho que o fato de ter morado nos EUA ajudou, porque foi bem no início da minha carreira como ilustradora, então penso que isso influenciou muito.

Ao contrário do Brasil, que não tem uma faculdade para ilustrador, lá fora os profissionais fazem uma formação mais específica. Como você se sentia  neste círculo de ilustradores com formação? Eu imagino que pode acontecer da gente não se achar boa o suficiente. Como você lidava, ou ainda lida com isso?

É muito difícil pra gente. No começo, quando você percebe que quer trabalhar com ilustração, fica nessa pendência e pensa coisas do tipo “Pô! Mas eu nem tenho formação pra isso, minha profissão nem existe”. No Brasil, é como se a profissão não existisse. Você vai abrir uma empresa e não existe a denominação para ilustrador. Você vai pagar um imposto, não existe ilustrador. Não existe universidade para ser ilustrador. Então é quase trabalhar na ilegalidade. Por isso vai muito da sua confiança e de entender que, sim, você é ilustrador ou ilustradora, independentemente de ter se formado nisso.

Quando comecei, na época em que convivi com esses profissionais lá fora, e pesquisava as pessoas, queria conhecer o trabalho delas, entrava nos sites, nos portfólios, e aí sempre via na descrição “fulana formada na SVA”. Eu me dei conta de que isso nunca ia acontecer com a gente porque aqui a realidade é outra.

Às vezes as pessoas perguntavam se eu era formada em ilustração, e quando eu dizia que no Brasil não existe formação nessa área, elas ficavam impressionados “Como assim não existe?”. E então eu explicava que aqui, se a pessoa quer trabalhar com ilustração, costuma fazer faculdade de design ou publicidade, às vezes, artes visuais.

Foi bem difícil pra eu entender que não precisava dessa formação, por mais que ela pudesse me ajudar, e acredito que teria ajudado muito. Hoje, quando sei que tem um ilustrador fazendo um trabalho para uma empresa muito massa, ou algo que eu queria muito fazer, e vou ver o currículo e me deparo com algo como “Formado na faculdade ‘tal’”, penso “Essa pessoa está dez anos à minha frente!”.

"Eu tenho um sentimento de que, querendo ou não, no Brasil a gente ainda está caminhando a passos muito lentos para que as pessoas entendam que artistas não são apenas aqueles  que expõem em grandes galerias ou que vendem arte na rua."

O brasileiro precisa entender que, além desses artistas, tem outras pessoas, que também são artistas, mas atuam em outras áreas, como ilustração, por exemplo, que  fazem trabalhos que as pessoas nem imaginam.

Existe um mercado muito grande, independentemente da gente ter formação ou não para isso. Então, eu acho que talvez daqui uns cinco, oito anos, alguém vai perceber, pelo excesso de demanda, que vamos precisar de uma formação nessa área porque o mercado está crescendo.

Ao ouvir você falar sobre as dificuldades da pessoa em se formalizar como ilustradora, tanto para ter uma empresa ou uma formação, tenho a sensação de que é preciso ser outra coisa, passar por outras áreas, para conseguir chegar onde quer. Como esses empecilhos e falta de estruturação formal da área impactaram na sua autopercepção como profissional, no seu autoconhecimento, autoconfiança, na sua jornada como ilustradora e também na qualidade do seu trabalho?

Até hoje eu sou insegura em várias questões relacionadas a trabalho. Autoconfiança é uma construção, mas essas questões impactam, com certeza. Essa falta de credibilidade que, às vezes a gente tem, inclusive em  relação à sociedade mesmo, família, essas pessoas próximas que não conhecem essa profissão porque, de fato, elas não têm a obrigação de conhecer. A profissão não é conhecida, não é oficializada, então eu acho que isso influencia na autoestima, até na autoaceitação. Eu demorei muito tempo para me assumir como ilustradora. Como artista, ainda mais! Isso porque eu tinha esse estigma de que “Ah, mas você não desenha tão bem assim”, ou “Sua técnica não é ‘tal tipo de técnica’, então você não é ilustradora”.

"Demorei muito pra entender que, como ilustradora, eu não precisava saber desenhar tudo, saber todos os estilos."

Depois de um tempo eu entendi que tem esse tipo de ilustrador, mas há outros tipos que têm o seu próprio estilo, e que está tudo bem se você não sabe desenhar um carro 3D ou um super herói da Marvel. Mas demorei muito para ter essa percepção, até mesmo porque o mercado não era diverso como é hoje em dia. Não tinha tantos exemplos de ilustradores desenhando coisas diferentes e com estilos tão pessoais. Então, acho que impacta muito na nossa autoestima, com certeza seria muito mais fácil se tivesse um caminho mais direto.

Se você pudesse dar um conselho para a Camila de uns dez anos atrás, quando você estava entrando no mercado de trabalho, ainda atuando como designer, o que você diria para si mesma e que poderia também servir para outras pessoas?

A gente precisa confiar que tem espaço para todo mundo e entender que não é preciso ser o melhor de todos para conseguir trabalho. Ter essa percepção faria muita diferença.

Por muito tempo eu negava o que fazia para tentar me encaixar em alguma outra coisa, ou até para negar mesmo a minha existência. Muitas vezes eu falei “Não, eu nem desenho, estou aprendendo agora, eu não sei desenhar nada, não sei fazer isso”, quando, na realidade, eu sei!

Hoje, depois de ter feito trabalho para tanta marca grande, eu falo “Sim, eu sei desenhar, eu tenho um trabalho consistente.” Mas é difícil chegar nesse entendimento, a gente ainda se questiona muito.

"Vai com calma, tenha fé no processo, cada um tem o seu tempo de experiência, de se entender como artista, de se conhecer."

Nem todo mundo vai crescer na mesma época, nem todo mundo vai fazer os mesmos trabalhos. Acho que é importante não comparar a sua trajetória com a de ninguém. A gente pode ter outras pessoas, outros ilustradores como inspiração, no sentido de construir referências de quem quer ser.

É preciso entender que cada um tem um processo, e um exemplo disso é o que a gente falou sobre a formação. Não dá pra você comparar um país que não tem nem formação na área de ilustração com um país que está há 50, 100 anos à frente. Então a gente tem que ter paciência e respeitar o nosso processo.

Direção executiva e criativa: Denise Saito / Edição de vídeo: Eloi Leones / Direção de arte: Denise Saito / Produção: Thays Mendes / Transcrição, edição de texto e revisão: Érica Amorim

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